Compulsar

Compulsar

Examinar, consultar, folhear.

Embora não queira necessariamente dizer aquilo que talvez possa dar a entender, sempre gostei desta palavra e, por uns tempos, tive por hábito dizer que preferia que as pessoas “compulsassem” os meus livros em vez de se limitarem a lê-los. Esperemos que seja esse o caso, quando se der o regresso a Allaryia.

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Magic em Allaryia

Leitores de longa data talvez se lembrem que, no primeiro sítio das Crónicas, havia uma secção meio perdida em que eu exibia as cartas de Magic feitas por um amigo meu, que – anos antes, entre a minha entrega do manuscrito d’A Manopla de Karasthan a concurso e a publicação do livro – tinha tentado converter algumas das suas personagens e momentos favoritos. Encontrei essas imagens há uns tempos, enquanto vasculhava as pastas arquivadas de Allaryia, e achei por bem partilhá-las novamente… com uma estreia absoluta: uma carta que, na altura, achei ter uma linguagem demasiado forte.

Sim, a carta do Seltor é, possivelmente, o primeiro palavrão que aparece neste espaço. Algum dia teria de ser, e bem que podia abrir o precedente com a paródia de uma música criada por mim e por esse meu tal amigo no limiar entre a adolescência e a idade adulta. A título de curiosidade o verso da carta era cantado ao som de One Winged Angel, com “É o Seltor!” a servir de remate para o refrão, e a segunda parte a fazer a vez do crescendo.

O que é que querem, éramos novos. Certo é que fartámos de nos divertir com essa música, e ver a carta trouxe-me um sorriso pueril aos lábios, tal como espero que as memórias de Allaryia o façam aos leitores, quando chegar a altura de as revisitar. Mais sobre esse assunto lá para o final do mês…

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Obnóxio

Obnóxio

Vil, vulgar, corriqueiro. Que é prejudicial, nocivo, nefasto.

Numa sociedade global cada vez mais anglicizada, e num país em que a juventude (e não só) diz como certas pessoas estranhas são “bué da creepy”, ou como algo de inesperado foi “completamente random”, não me devia incomodar ouvir alguém dizer que este ou aquele gajo agressivamente irritante “é obnoxious”. Mas incomoda. E torna-me obnóxio. 

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Os sons de Allaryia

Muitos anos antes de o Gonçalo Lourenço ter composto as sete faixas para a edição especial do Oblívio, já eu tinha tentado “dar música” aos leitores – ou, melhor dizendo, arranjei quem lhes desse música por mim. Munido do meu fiel Casio CA-100 (daqueles com o botão Demo que tocava o “Together Forever” do Rick Astley) e de um mais fiel ainda amigo com jeito para a música, tratámos de arranjar um tema genericamente medievo com arrebiques proto-barrocos para servir como música de fundo para o velhinho allaryia.cjb.net.

 

Anos mais tarde, e meses antes da publicação do Marés Negras, andava eu a brincar com animações em flash, quando me decidi a fazer um trailer à maneira. Munido do mesmo Casio, e recrutando desta vez para o efeito a minha irmã, encetei nova colaboração para dar a Allaryia novos sons e imagens, neste caso os esboços que o Samuel Santos tinha preparado para a bicharada que ia aparecer no volume.

Para o vindouro regresso a Allaryia é que ainda não posso prometer música, nem sequer adiantar que está algo na calha – até porque o meu saudoso Casio já há muito que deu o berro – mas nunca se sabe…

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Ratinhar

Ratinhar

Economizar em tudo e com mesquinhez.

Palavras obscuras que evocam imagens são as melhores, porque conseguimos depreender o significado delas, mesmo que não as conheçamos. O próprio som de “ratinhar” faz lembrar um ratito atarefado de bigodes a vibrar enquanto acumula pequenos pedaços de queijo e bolas de cotão no seu ninho.

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