Novos cantos na casa e uma promoção muito interessante

Já está disponível aqui no sítio mais informação sobre a nova série, Felizes Viveram Uma Vez, bem como novas entradas na galeria de Arte. Dêem uma vista de olhos e façam uso da opção «Contacto» ali em cima para dizerem de vossa justiça, ou requisitarem mais pormenores que julguem importantes e que eu possa ter omitido.

Para quem tenciona passar pela Feira do Livro de Lisboa, começa dia 5 uma promoção que deverá interessar em igual medida àqueles que têm curiosidade acerca da nova série e àqueles que gostariam de saber que conversa é esta acerca de uma «versão do realizador» d’A Manopla de Karasthan. Na compra d’O Perraultimato, terão direito a um código que vos permitirá descarregar gratuitamente o primeiro volume das Crónicas em formato digital. A promoção durará até ao fim da feira, e provavelmente também terá lugar na do Porto. Mas como não tenho confirmação, o melhor é mesmo ficar calado…

Ah, e convém referir que O Perraultimato será um dos Livros do Dia nos próximos dias 5 e 6, por isso aproveitem.

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Felizes Viveram Uma Vez

Dizia eu em Dezembro de 2010: «Ao que parece, estou fadado a fazer falsas promessas e dar estimativas erradas até ao fim… A culpa desta vez nem foi minha, mas ao fim de sete volumes já devia ter aprendido a manter a boca fechada até ter pelo menos o livro nas minhas mãos.»

Modéstia à parte, até foram palavras sábias. Mas parece que não aprendi a lição, pois cá temos mais um livro… e mais um prazo adiado. O primeiro volume da misteriosa nova série sairia em princípio hoje, dia 3, mas foi adiado para dia 5 na Feira do Livro e dia 8 nas livrarias, respectivamente. Não estamos a falar de um adiamento de meses como nos casos anteriores, é certo, mas isto em nada ajuda à minha pouco fidedigna reputação.

Bom, seja como for, aqui está ele, o segredo mais mal guardado da Feira do Livro de Lisboa. Felizes Viveram Uma Vez é a nova série, e O Perraultimato é o seu primeiro volume. Já consigo ouvir à distância os remoques e insinuações, por isso permitam-me adiantar-me e confessar abertamente que não, a escolha desta altura para publicar este tipo de livro não foi de todo inocente. Quando ponderei o que fazer a seguir às Crónicas, pus uma série de antigas ideias na mesa, e um dos factores que mais pesou na minha escolha por esta foi a plena consciência de que vinha aí uma vaga de contos de fadas e seus derivados: filmes, séries, etc. Foi também esse o meu argumento para adoçar a declaração que fiz às autoridades estabelecidas da Presença, de que ia tirar umas férias de Allaryia, que ia deixar uma série de sucesso em pousio e aventurar-me numa nova. E que ela teria ilustrações. E que uma das personagems se chamava «Mama-na-Burra». E que, se achavam que «A Manopla de Karasthan» era um título complicado, ainda não tinham visto nada.

Em relação ao livro propriamente dito, por enquanto não me quero delongar em excesso acerca da sua concepção, nem dos motivos pelos quais quis fazer uma série de livros com ilustrações, nem da razão pela qual optei por um traço menos «realista» para a capa e para as ilustrações (da autoria de Pedro Potier, com o qual já anteriormente tinha colaborado na edição de luxo do Oblívio). Em vez disso, fico-me para já pelo texto da contracapa, e nos próximos dias logo revelarei mais pormenores:

As estórias são conhecidas de todos: sapatinhos de cristal, maçãs envenenadas, príncipes encantados e lobos maus; e todos sabem que, no fim, os que mereciam viveram felizes para sempre.

Então porque é que isso não aconteceu? Porque é que o mundo parece virado do avesso? E porque é que toda a gente age como se nada fosse? São essas as perguntas que atormentam Borralheiro, um dos poucos que sentem que algo de profundamente errado se passou, e o único que se predispõe a ir em busca de respostas. Respostas essas que lhe chegam às mãos na forma dos versos crípticos do misterioso Perraultimato, que o lança numa demanda em busca da verdadeira essência das estórias.

Acompanhado por quatro outras figuras do imaginário popular europeu a imprevisível Capuchinho, o enigmático Aprendiz, a atormentada Vasilisa e o perigoso Burra Borralheiro embarca numa inesquecível aventura neste primeiro volume da distopia folclórica Felizes Viveram Uma Vez.

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Algo de estranho se passa…

Agora que o dia 3 de Maio se aproxima, imagens aleatórias começaram a aparecer no cabeçalho do blogue. O que significarão elas…?

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Parabéns, Manopla

Parabéns nem atrasados, nem antecipados. É só porque já ninguém sabe precisar ao certo qual foi o dia, além de que persiste um ponto de discórdia entre aqueles que afirmam que a Manopla de Karasthan nasceu aquando da entrega do Prémio Branquinho da Fonseca, e os que algo razoavelmente insistem que não se pode dizer que um livro tenha verdadeiramente nascido enquanto não tiver sido publicado. Mas Novembro de 2011 já lá vai, e Abril de 2012 está quase a acabar, por isso… olha, parabéns e desculpa lá qualquer coisinha.

Não era bem este o tipo de festa que eu tinha imaginado, mas para a Manopla fica a intenção e para os leitores fica o seguinte e merecido esclarecimento.

A ideia original para comemorar o 10º aniversário d’A Manopla de Karasthan passava por disponibilizar ao público uma versão comemorativa do primeiro volume das Crónicas (o equivalente a uma «versão do realizador», tal como anteriormente referi). Basicamente, haveria duas versões do mesmo livro à venda no mercado, porque a mais recente edição da Manopla ainda não esgotou, e a tal «realidade do mercado livreiro actual» de que falei não passava de uma prova de bom senso de quem se mostra reticente em ter à venda dois produtos «iguais», quando um deles é só «melhor».

Noutros tempos, esta ideia talvez tivesse sido praticável, mas na actual conjuntura em que vivemos isso simplesmente não seria exequível, pelo que se optou pelo seguinte: publicar a edição comemorativa da Manopla como livro digital, de forma a não deixar passar o 10º aniversário, e em papel quando a mais recente edição esgotar, altura na qual a nova versão tomará o lugar da antiga e lhe concederá o estatuto de edição de coleccionador. Ou coisa parecida.

E pronto, é isso. A Manopla de Karasthan vai aventurar-se pelo admirável mundo novo do mercado electrónico e estreará o catálogo de livros digitais contemporâneos da Presença. Contava ter já hoje uma data para vos disponibilizar, mas finda esta semana, ainda não me souberam dizer quando estará à venda. Posso contudo adiantar o seguinte a quem porventura estiver interessado: caso tencionem dar um salto às feiras do livro de Lisboa e Porto, espera-vos lá uma promoção interessante, por isso esperem até lá…

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Feira do Livro de Lisboa

Este ano tornarei a marcar presença na Feira do Livro de Lisboa, com três sessões de autógrafos nas seguintes datas:

- Sábado, 05 de Maio, das 17h30 às 19h30, sessão conjunta com Sandra Carvalho e Rafael Loureiro.
- Domingo, 06 de Maio, das 17h30 às 19h30, orgulhosamente só.
- Sábado, 12 de Maio, das 17h30 às 19h30, sessão conjunta com Sandra Carvalho e Rafael Loureiro.

Lembrem-se, aguardem novidades sobre o aniversário da Manopla, bem como um esclarecimento acerca do tal «novo projecto» de que falei em Janeiro. As minhas previsões e estimativas valem o que valem, mas conto poder dar informações concretas até ao final da semana.

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